Blogue das disciplinas de Psicologia e Área de integração dos cursos profissionais do ensino secundário. Publicam-se aqui, além de materiais educativos, sugestões e trabalhos dos alunos.
terça-feira, 24 de outubro de 2017
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
A teoria do relativismo cultural
“Assim, o relativismo cultural é a ideia de que todas ações são corretas ou incorretas consoante são consideradas corretas ou incorretas numa dada cultura. A negação disto é a ideia de que nem todas as ações são corretas ou incorretas em função do que as pessoas pensam. O relativista nunca vê diferença entre considerar-se numa dada cultura que algo é moralmente correto e algo ser moralmente correto, ao passo que o seu opositor defende que pelo menos em alguns casos existe tal diferença.
O relativista moral tem de defender que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pelas Nações Unidas no dia 10 de Dezembro de 1948, não exprime princípios éticos universais em qualquer sentido robusto do termo. Apesar de esta declaração ter sido aprovada por unanimidade nas Nações Unidas (com a abstenção de alguns países, como a União Soviética, a Polónia e a África do Sul), o relativista cultural terá de defender que a violação de qualquer dos direitos consagrados na Declaração é eticamente permissível desde que seja permissível numa dada cultura. Assim, se numa dada cultura se considera que é correto discriminar as pessoas com base na origem étnica ou no sexo, violando o artigo segundo da Declaração, o relativista tem de aceitar que nessa cultura é correto fazer tal coisa e que a Declaração se limita a exprimir uma convicção diferente.”
Desidério Murcho, Crítica (revista de Filosofia online).
Flor do deserto - Guião de análise do filme e trailer
Título original do filme: Desert Flower
De: Sherry Horman
Com: Liya Kebede, Sally Hawkins, Anthony Mackie, Timothy Spall
Género: Drama
GB, 2009, Cores,
O filme, Flor do deserto, é baseado na história da modelo somali Waris Dirie. Ela nasceu numa família nómada da Somália e foi submetida a uma prática, vulgar no seu país e em vários outros, chamada mutilação genital feminina ou excisão. Mais tarde, quando se tornou conhecida internacionalmente, escreveu um livro e tornou-se uma ativista contra essa tradição cultural.
Após o visionamento do filme, responda às seguintes questões: 1. Dê três exemplos que ilustrem as diferenças existentes entre a cultura inglesa e a da Somália.
2. Enuncie duas regras morais que sejam erradas para uma pessoa que aceite o código moral dominante na sociedade inglesa, mas que a maioria das pessoas da sociedade somali considera corretas.
3. Na cultura somali, a prática da excisão justifica-se com base em que ideias e valores?
4. De acordo com os valores morais dominantes nos países europeus, como é avaliada, do ponto de vista moral, a prática da excisão?
5. Na sua opinião, haverá ações que possam ser moralmente boas ou más, independentemente do contexto cultural? Porquê?
6. Indique duas passagens do filme que justifiquem a seguinte afirmação: a defesa das ideias do relativismo moral e cultural conduz ao conformismo.
7. Dê exemplos de duas passagens do filme que ilustrem o racismo e a xenofobia. Explique porquê.
8. Considera que a defesa dos direitos humanos e do relativismo cultural serão compatíveis? Justifique.
9. Explique o significado do título atribuído ao filme: "Flor do deserto".
10. Gostou do filme? Explique porquê.
A professora: Sara Raposo
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
terça-feira, 26 de setembro de 2017
Barcelona Gipsy Klezmer Orchestra –“Djelem Djelem” e “Lulle Lulle”
Barcelona Gipsy Klezmer Orchestra:
“Djelem Djelem”.
Barcelona Gipsy Klezmer Orchestra:
“Lulle Lulle”.
A primeira é uma canção tradicional dos Roma (ciganos) e a segunda é uma canção tradicional albanesa.
domingo, 24 de setembro de 2017
Consequências da atitude etnocêntrica: exemplos

«Tanto o meu pai como outros chefes influentes nutriam imenso respeito pela educação formal, como é frequente entre aqueles que nunca a receberam (...).
À semelhança de todas as crianças xossas, adquiri conhecimentos sobretudo através da observação. Esperava-se que aprendêssemos por via da imitação e da emulação e não das perguntas. Da primeira vez que estive em casa de brancos fiquei espantado com o número de perguntas que as crianças faziam aos pais e com a disponibilidade destes para lhes responder. Na nossa casa, as perguntas eram um incómodo e os adultos transmitiam só as informações que consideravam necessárias (...)
À semelhança de todas as crianças xossas, adquiri conhecimentos sobretudo através da observação. Esperava-se que aprendêssemos por via da imitação e da emulação e não das perguntas. Da primeira vez que estive em casa de brancos fiquei espantado com o número de perguntas que as crianças faziam aos pais e com a disponibilidade destes para lhes responder. Na nossa casa, as perguntas eram um incómodo e os adultos transmitiam só as informações que consideravam necessárias (...)
Um dia George Mbekela foi visitar a minha mãe. – O teu rapaz é esperto – disse ele. – Devia frequentar a escola. A minha mãe não respondeu. Na família nunca ninguém tinha ido à escola e ela não estava preparada para a sugestão de Mbekela. Mas falou no assunto ao meu pai, o qual, apesar da sua falta de educação formal – ou talvez por causa dela –, resolveu de imediato que o filho devia frequentar a escola.
Esta era um edifício composto por uma única sala, com um telhado à maneira ocidental, que ficava do outro lado da colina, em relação a Qunu. Eu tinha sete anos e no dia anterior ao começo das aulas o meu pai puxou‑me à parte e disse que eu tinha de ir decentemente vestido para a escola. Até então, e à semelhança de todos os garotos de Qunu, sempre tinha usado uma manta enrolada à volta do ombro e apertada na cintura. O meu pai pegou num par de calças suas e cortou ‑as por altura do joelho. Mandou-me que as vestisse e o comprimento estava mais ou menos bom; o pior era a cintura, demasiado larga. O meu pai pegou então num cordel e cingiu-me as calças. A minha figura devia dar vontade de rir, mas nunca tive um fato que me orgulhasse mais de vestir do que aquelas calças cortadas pelo meu pai.
No primeiro dia de aulas, a professora, a menina Mdingane, atribuiu a cada um de nós um nome cristão e disse que daí em diante seria por esse nome que teríamos de responder sempre que estivéssemos na escola (...). A educação que recebi foi à maneira inglesa e tanto as ideias como a cultura e as instituições britânicas eram naturalmente consideradas superiores. A cultura africana era uma coisa que não existia.»
Mandela, Um longo caminho para a liberdade, Planeta, 2012, pp.19-24.
O texto citado foi tirado do blogue Rerum Natura, ver AQUI.
O poema pode ser lido, na integra, AQUI.
"Navio negreiro" é um poema de Castro Alves (um escritor brasileiro) escrito em 1868. Denuncia o tráfico de escravos africanos, levados para o Brasil pelos portugueses. Muitos destes escravos (menos de metade) não chegavam ao fim da viagem com vida. O poema musicado é cantado por Maria Bethânia e Caetano Veloso.
sábado, 23 de setembro de 2017
domingo, 10 de setembro de 2017
Ficha de trabalho nº 1 de AI
Ficha de trabalho nº 1
1. Identifica, na fotografia que se encontra no início deste post, exemplos de diferentes elementos da cultura.2. Identifique, na sociedade em que vive, um comportamento socialmente penalizado, indicando qual é a norma e o valor em causa.
3. Indique se as afirmações seguintes são verdadeiras (V) ou falsas (F).
Corrija as falsas.
A. As normas e os valores aceites na
sociedade não mudaram ao longo do tempo.
B. A socialização é um processo que vai
desde o nascimento até à idade adulta.
C. Na infância o principal agente de
socialização é a família.
D. As redes sociais são agentes de
socialização.
E. A fidelidade no casamento é um valor
dominante em países como a África do Sul, onde existe a poligamia.
F. Numa sociedade em que se valorize a
aprendizagem (e o conhecimento) encoraja-se os alunos a gastar grande parte da
sua energia e tempo no estudo.
G. As normas e os valores não influenciam o
modo como os membros de uma sociedade se comportam.
A professora: Sara Raposo
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