segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Erin Brockovich: um pretexto para analisar e discutir problemas ambientais

Erin Brockovich

Ficha técnica:

Título Original: Erin Brockovich
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 145 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2000
Estúdio: Jersey Films
Distribuição: Universal Pictures / Columbia TriStar Pictures
Direção: Steven Soderbergh
Roteiro: Susannah Grant
Produção: Danny DeVito, Michael Shamberg e Stacey Sher
Direção de Fotografia: Edward Lachman
Desenho de Produção: Philip Messina
Direção de Arte: Christa Munro
Figurino: Jeffrey Kurland
Edição: Anne V. Coates

* Oscar de Melhor Atriz (Julia Roberts)
* Globo de Ouro de Melhor Atriz – Drama (Julia Roberts)
* Academia Britânica – Prêmio de Melhor Atriz (Julia Roberts)

RESUMO

"O filme, do realizador Steven Soderberg, “Erin Brockovich”, datado de 2000 é baseado num caso verídico de uma ação nos EUA. Este filme retrata não só um problema de Direito como de Ambiente, aqui é retratado nomeadamente as dificuldade probatórias que podem surgir em casos ambientais, e ainda, numa ampla escala como a poluição pode atingir a vida e integridade física do ser humano.

A empresa PGE – Pacific Gas & Electric (responsável pela produção de petróleo para gás natural) – através de químicos usados na sua actividade (crómio hexavalente), disseminados no lençol freático, contaminou a água da pequena cidade Hinkley (cidade e empresa do caso verídico). Na localidade os moradores, em larga escala, mostravam sintomas de padecimento, tendo sido diagnosticadas doenças cancerígenas, falhas de órgãos vitais e bebés com defeitos à nascença. Foi alegado que estas consequências advinham da água que a população bebia.

Os riscos ao ambiente e à saúde da população criados pela PGE eram concretos e iminentes.

Releva-se que a poluição dos Lençóis Freáticos é dos tipos de poluição mais nocivas, tendo em conta que põe em causa o acesso a água potável.

O lençol freático é um depósito de água subterrânea. A água do lençol ainda que contaminada, pode não comprometer a qualidade da água potável, se o lençol se encontrar a grande profundidade, o solo servirá como um filtro, impedindo a contaminação. Logo, analisando o caso à luz do ordenamento nacional e europeu - art.66/2 CRP e art.3º a) da Lei de Bases do Ambiente,bem como a diretiva 2000/EC/53 (que explicita as substâncias proibidas do qual o cromium hexavalente faz parte) - facilmente este efeito pode ser evitado havendo um monitoramento das água e conhecimento da profundidade das mesmas nos locais onde estão instaladas fábricas que pressupõe na sua actividade a utilização de susbtâncias de risco e ainda se necessário, ordenar às empresas a instalação de filtros biológicos.

A dificuldade probatória, nos casos de exposição a substâncias químicas prende-se essencialmente com a comprovação da relação causa/efeito do produto tóxico específico com a hipotética fonte, visto que por mais perigosas que sejam as substâncias, os efeitos produzidos no organismo humano dependem sempre do tempo e do grau de exposição.

A ausência na proteção de um bem natural, terá sempre consequências no globo e na vida do Homem, estas podem-se manifestar direta ou indiretamente. No caso em apreço, e no tipo de poluição concreta do caso, ultrapassaram mais que meros incómodos, colocou famílias em risco, condenando à morte adultos e crianças submetidos à contaminação.

O caso terminou com uma indemnização de cerca de 333 milhões de dólares aos moradores."

Fonte: http://pegadas-ecologicas.blogspot.pt/2012/05/caso-pge-retrado-no-filme-erin.html

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