domingo, 27 de setembro de 2015

A organização social e política da Coreia do Norte

«Na Coreia do Norte, uma sociedade que se pretende "racialmente homogénea", casar é um dever e o divórcio e a homossexualidade não são sequer contemplados. Reportagem El Mundo para ler no DN.

Imagine um país em que as flores não murcham, os carros não fazem soar as buzinas e nem um só papel suja as ruas. Agora imagine que este país é habitado por homens que não reclamam quando chega a hora de ir trabalhar, mulheres que vestem saias abaixo do joelho e têm os cabelos acima do ombro e crianças habituadas a trocar o lápis pela vassoura no fim do dia escolar. Talvez não tenha dado sequer tempo à sua imaginação para que esta determine se é possível que exista um país assim, mas espere. Deixe-me acrescentar que nesse país não há gordos, cegos ou surdos. Também não há gays nem divorciados. Chegado a este ponto, acha impossível imaginar um país assim?

Pois Kim Jong-un não acha. Nem o seu pai, nem o seu avô antes daquele. A única dinastia comunista hereditária do planeta anda há quase 70 anos a achá-lo muito possível. Tanto que encarregou os seus 25 milhões de súbditos da tarefa obrigatória de tornar realidade esta "sociedade perfeita". E certificaram-se de que estes não se desviem do seu objetivo obrigando-os a todos a pertencer ao partido único, a que chamam dos Trabalhadores, mas que poderia muito bem ter sido nomeado Ingsoc em honra da estrutura orwelliana que reproduz.

"Quando acabamos a escola chega o momento de trocar o lencinho vermelho pela honorável insígnia, que simboliza que todos nós, coreanos, trazemos os nossos "queridos líderes" no coração. Entramos então na Liga Juvenil até nos casarmos..." A voz da menina Min falha quando fala de casamento. Com quase 30 anos ainda não está casada e, portanto, não pôde entrar na Liga de Mulheres, razão por que ainda não é "útil" aos olhos do partido. "O dever de toda a mulher coreana é trabalhar muito e formar uma família para assegurar o futuro da nossa grande nação", explica.»

27-09-2015, no Diário de Notícias, continuar a ler AQUI.

Refugiada norte-coreana Hyeonseo Lee

Refugiada norte-coreana Hyeonseo Lee Fotografia © Global Imagens - Reinaldo Rodrigues

«Fugiu da Coreia do Norte aos 17 anos. Escreveu um livro em que relata o exílio e a perseguição da família. Acredita que verá a reunificação das Coreias. Hyeonseo Lee falou ao DN.

O que leva uma jovem de 17 anos (hoje tem 34) a decidir fugir da Coreia do Norte?

Eu acreditava que éramos os seres humanos mais felizes ao cimo da Terra devido à lavagem cerebral que o regime nos fazia, mas com a grande fome de 1995 a 1997 vi pessoas a morrer. Foi um grande choque para mim essa tragédia, tal como já fora assistir a uma execução pública aos 7 anos, e apercebi-me de como a realidade era diferente logo no outro lado da fronteira com a China, que ia vendo pela televisão. Outra das situações que me abriram os olhos foi ver os corpos de compatriotas a boiar na correnteza do rio depois de terem sido mortos. Foi um momento em que me questionei se a Coreia do Norte seria mesmo o melhor país do mundo, como nos diziam. Aí, não me restou senão atravessar a fronteira, além de que, se não o fizesse com 17 anos, logo que tivesse 18, se fosse apanhada, seria enviada para a prisão. Esse era o último ano da minha vida em que poderia tomar uma decisão destas sem ficar presa para o resto da vida.

Não se preocupou com as represálias sobre a família?

Eu era muito ingénua e nunca me passou pela cabeça que nem sequer pudesse regressar. Nunca me preocupei com a segurança da minha família porque jamais imaginei que ao atravessar a fronteira fosse proscrita e ficasse separada dela. Também nunca pensei que ia deixar a família numa situação problemática como a que veio a acontecer, pois os vizinhos e os informadores que havia na fábrica onde a minha mãe trabalhava espiaram-na sempre até que consegui que a minha mãe e o meu irmão [o pai tinha morrido já] saíssem do país.

Ainda não pode regressar à Coreia do Norte, ou nem o deseja?

Não quero voltar porque é um país anormal e jamais poderia sair. Não é um país mas uma grande prisão. Mesmo que quisesse voltar, como saí ilegalmente nunca teria uma vida normal nem estaria segura.»

Diário de Notícias de 27-09-2015, ver AQUI.

Outra notícia da Coreia do Norte:
Na Coreia do Norte só há 28 penteados possíveis.

Agentes de socialização: Ficha de trabalho nº 2

Vídeo 1

Vídeo 2

Vídeo 3

Vídeo 4

Tarefa:

1. Identifique quais são os agentes da socialização presentes em cada um dos vídeos e na foto.

2. Explique as ideias e os valores transmitidos pelos agentes da socialização em dois dos vídeos à sua escolha.

Aculturação: Ficha de trabalho nº 3

Imagem 1
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Imagem 2
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Imagem 3

Questionário
A partir dos textos entregues pela professora e das imagens anteriores, responda às questões:

  1. Explique em que consiste a aculturação.
  2. Distinga aculturação por assimilação da aculturação por destruição.
  3. Retire exemplos dos textos que ilustrem os dois tipos de aculturação.
  4. Identifique o tipo de aculturação presente nas imagens 1, 2 e 3.
  5. Considerando a cultura a que pertence, dê dois exemplos de aculturação por assimilação.

Holocausto

HOLOCAUSTO - "Homicídio metódico de grande número de pessoas, especialmente judeus e outras minorias étnicas, executado pelos regime nazi durante a Segunda Guerra Mundial. (Geralmente com inicial maiúscula.)"

in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/Holocausto [consultado em 06-01-2014].

Para saber mais sobre o Holocausto, ver AQUI.

Consequências da atitude etnocêntrica: exemplos

«Tanto o meu pai como outros chefes influentes nutriam imenso respeito pela educação formal, como é frequente entre aqueles que nunca a receberam (...).
À semelhança de todas as crianças xossas, adquiri conhecimentos sobretudo através da observação. Esperava-se que aprendêssemos por via da imitação e da emulação e não das perguntas. Da primeira vez que estive em casa de brancos fiquei espantado com o número de perguntas que as crianças faziam aos pais e com a disponibilidade destes para lhes responder. Na nossa casa, as perguntas eram um incómodo e os adultos transmitiam só as informações que consideravam necessárias (...)


Um dia George Mbekela foi visitar a minha mãe. – O teu rapaz é esperto – disse ele. – Devia frequentar a escola. A minha mãe não respondeu. Na família nunca ninguém tinha ido à escola e ela não estava preparada para a sugestão de Mbekela. Mas falou no assunto ao meu pai, o qual, apesar da sua falta de educação formal – ou talvez por causa dela –, resolveu de imediato que o filho devia frequentar a escola.

Esta era um edifício composto por uma única sala, com um telhado à maneira ocidental, que ficava do outro lado da colina, em relação a Qunu. Eu tinha sete anos e no dia anterior ao começo das aulas o meu pai puxou‑me à parte e disse que eu tinha de ir decentemente vestido para a escola. Até então, e à semelhança de todos os garotos de Qunu, sempre tinha usado uma manta enrolada à volta do ombro e apertada na cintura. O meu pai pegou num par de calças suas e cortou ‑as por altura do joelho. Mandou-me que as vestisse e o comprimento estava mais ou menos bom; o pior era a cintura, demasiado larga. O meu pai pegou então num cordel e cingiu-me as calças. A minha figura devia dar vontade de rir, mas nunca tive um fato que me orgulhasse mais de vestir do que aquelas calças cortadas pelo meu pai.


No primeiro dia de aulas, a professora, a menina Mdingane, atribuiu a cada um de nós um nome cristão e disse que daí em diante seria por esse nome que teríamos de responder sempre que estivéssemos na escola (...). A educação que recebi foi à maneira inglesa e tanto as ideias como a cultura e as instituições britânicas eram naturalmente consideradas superiores. A cultura africana era uma coisa que não existia.»


Mandela, Um longo caminho para a liberdade, Planeta, 2012, pp.19-24.

O texto citado foi tirado do blogue Rerum Natura, ver AQUI.

O poema pode ser lido, na integra,  AQUI.

"Navio negreiro" é um poema de Castro Alves (um escritor brasileiro) escrito em 1868. Denuncia o tráfico de escravos africanos, levados para o Brasil pelos portugueses. Muitos destes escravos (menos de metade) não chegavam ao fim da viagem com vida. O poema musicado é cantado por Maria Bethânia e Caetano Veloso.

sábado, 26 de setembro de 2015

Genocídio no Ruanda


Em 1994 um conflito político em Ruanda levou à morte de quase um milhão de pessoas em apenas cem dias. Sem apoio dos demais países, os ruandenses tiveram que buscar saídas em seu próprio quotidiano para sobreviver. Uma delas foi oferecida por Paul Rusesabagina (Don Cheadle), que era gerente do hotel Milles Collines, localizado na capital do país. Contando apenas com sua coragem, Paul abrigou no hotel mais de 1200 pessoas durante o conflito.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

1984: como será viver num regime não democrático (totalitário)?

1984-John-Hurt

Consideras que o direito à liberdade de expressão é importante? Quando comunicas, utilizas esse direito muitas vezes?

Pensas que não é importante votar, os políticos enganam o povo e a democracia do nosso país não funciona?

Imaginas o que seria viver numa sociedade onde não tivesses direito à liberdade de expressão e toda a comunicação fosse controlada pelo estado? Onde não pudesses exprimir publicamente nenhuma das suas ideias e opiniões políticas? 

No romance "1984", o escritor inglês George Orwell imaginou como seria a vida das pessoas num regime político totalitário.

O documentário seguinte relata-nos algumas das ideias fundamentais defendidas por Orwell nesse romance.

Segue-se uma adaptação do livro para o cinema que vale a pena ver.

Estou convencida que uma forma de valorizar a democracia e a liberdade que temos, é perceber o que nos aconteceria se vivêssemos numa sociedade com um regime totalitário.

Boas reflexões a todos!

Como era Portugal no período da ditadura?

PORDATA: para crianças e adultos

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Para aceder ao site basta clicar na imagem anterior.

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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Descobre temas/problemas sociológicos e psicológicos presentes neste vídeo

Os refugiados de guerra: um problema social ou sociológico?

Refugiados em Budapeste.

A cultura e a adaptação ao meio: exemplos

"Colher mel da colmeia da maior abelha do mundo, pendurado a mais de 40 metros usando apenas uma corda simples, sem nenhuma proteção e ainda inalando fumaça, é assim o trabalho nada perigoso dos caçadores de mel do Nepal."

Informação retirada DAQUI.

Exemplos da diversidade cultural

Outros exemplos da diversidade cultural:

Vestuário

Música

Outro exemplo das diferenças musicais

É servido?

Globalização alimentar: diferenciação ou homogeneização?

Sinais gestuais para todos os gostos

As praxes académicas

Fura a orelha e serás um homem

Trabalho de pares:

1. Identifica, na fotografia que se encontra no início deste post, exemplos de diferentes manifestações culturais.

2. Dá três exemplos de hábitos e tradições da cultura da sociedade em que vives e explica-os.

3. Compara esses exemplos com outros, de culturas e sociedades diferentes, que sejam completamente opostos.

O que é a cultura?

Divertida-mente (Inside Out)

Exemplos de temas/problemas estudados no âmbito da Psicologia

Vídeo 1

Vídeo 2

Vídeo 3

Vídeo 4

Vídeo 5

O objeto de estudo da Psicologia e o papel do psicólogo

sábado, 12 de setembro de 2015