quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Razões para deixar o Facebook: dados de um estudo

Facebook Block Picture
«Uma amostra de ex-utilizadores do Facebook indicou que preocupações relacionadas com a privacidade são a causa mais frequente para deixar aquela rede social, a que se juntam factores como a perda de tempo e a artificialidade das amizades online.
As conclusões são de um estudo da Escola de Psicologia da Universidade de Viena, na Áustria, publicado este mês numa revista científica da especialidade, chamada Cyberpsychology, Behavior, and Social Networking.
O objectivo dos investigadores era encontrar motivações e traços de personalidade que distingam as pessoas que usam o Facebook e aquelas que abandonam a rede social, fenómeno que designam como “suicídio da identidade virtual”. A amostra, não representativa, incluía 310 pessoas, de vários países, que tinham deixado o site, e 321 que eram utilizadoras.
As preocupações com a privacidade foram referidas por 48,3% dos ex-utilizadores, a quem foi pedido que explicassem, por escrito, os motivos para o abandono. O segundo motivo mais frequente, referido por 13,5%, foi um sentimento de insatisfação (onde os investigadores incluíram as respostas que se referiam a questões como alterações no design do Facebook, desagrado com a posição de “monopólio” e perda de tempo).
Os inquiridos referiram ainda aspectos negativos relacionados com as amizades online, entre os quais a pressão social para aceitar novos “amigos” e para comunicar, conversas superficiais e “amigos que não são reais” – 12,6% das respostas dadas pelos inquiridos referiam estes factores. Por fim, 6% referiram estarem a ficar viciados no Facebook (os ex-utilizadores tinham também uma maior tendência para afirmarem estar viciados na Internet em geral). Houve ainda 19,6% que apontaram outras causas que não se integravam em nenhuma das categorias usadas no estudo, e que iam de assédios online a simples perda de interesse.»
Pode continuar a ler AQUI.

A vida: virtual ou real?

O modo como as pessoas, em particular as crianças, utilizam a Internet e os computadores pode estar a alterar não só o funcionamento do cérebro humano como a interacção social. Quais são os aspectos da vida quotidiana em que essas alterações são notórias?
A resposta a esta questão pode, eventualmente, ser encontrada se o caro leitor  reflectir acerca do que acontece consigo e com algumas das pessoas que o rodeiam.

Viciados na internet: depoimentos e alguns dados

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«Eu literalmente não sabia o que fazer comigo”, disse um estudante do Reino Unido. “Fiquei me coçando como um viciado porque não podia usar o celular”, contou um americano. “Me senti morto”, desabafou um jovem da Argentina. Esses são alguns dos relatos entre os mil que foram colhidos por pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Eles queriam saber o que sentiam jovens espalhados por dez países, nos cinco continentes, depois de passarem 24 horas longe do computador, dos smartphones e tablets. As descrições, como se viu, são assombrosas. E representam exatamente como sofrem os portadores de um transtorno preocupante que tem avançado pelo mundo: o IAD (Internet Addiction Disorder), sigla em inglês para distúrbio da dependência em internet. Na verdade, o que os entrevistados manifestaram são sintomas de abstinência, no mesmo grau dos apresentados por quem é dependente de drogas ou de jogo, por exemplo, quando privado do objeto de sua compulsão.
Estima-se que 10% dos brasileiros enfrentem o problema. Esse número pode ser ainda maior dada a velocidade com que a internet chega aos lares nacionais. Segundo pesquisa da Navegg, empresa de análises de audiências online, o Brasil registrou o número recorde de 105 milhões de pessoas conectadas no primeiro trimestre deste ano. Dados da Serasa Experian mostram que o brasileiro passa mais tempo no YouTube, no Twitter e no Facebook do que os internautas do Reino Unido e dos EUA. A atividade na rede é impulsionada pela explosão dos smartphones. De acordo com a consultoria Internet Data Corporation, esses aparelhos correspondiam a 41% (5,5 milhões) dos celulares vendidos em março. Em abril, o índice pulou para 49% (5,8 milhões).
(...) Tantas pessoas usando esses aparelhos está levando ao surgimento de um fenômeno que começa a chamar a atenção dos estudiosos. Trata-se do vício específico em celular e da nomofobia, nome dado ao mal-estar ou ansiedade apresentados por indivíduos quando não estão com seus celulares. No livro “Vivendo Esse Mundo Digital”, do psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas, do Hospital das Clínicas de São Paulo, há uma das primeiras referências ao tema. Nele, estão descritas as consequências dessa dependência. “Os usuários estão se distraindo com facilidade e têm dificuldade de controlar o tempo gasto com o aparelho”, escreveu o especialista. A obra também pontua os sintomas da dependência. O que assusta é que eles são muito parecidos com os manifestados por dependentes de drogas. Um exemplo: quando não está com seu smartphone na mão, o usuário fica irritado, ansioso.»
Informação retirado DAQUI. Vale a pena ler o artigo na integra.

Dependente digital? Quem? Eu?

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Este inquérito foi tirado DAQUI. Vale a pena ler o artigo na integra.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Um ensaio argumentativo acerca do sentido da vida

Desenho do Mateus

O meu aluno Mateus Roque Mendes, de um curso EFA (ensino noturno para maiores de dezoito anos), escreveu um texto sobre o problema filosófico do sentido da vida que vale a pena ler.

Além disso, ilustrou (e muito bem) as suas ideias com o desenho que acompanha este post.

Qual é o sentido da vida?

Provavelmente esta é uma das perguntas com mais profundidade de que me posso lembrar, é um tema que pode ser tão sombrio quanto iluminador, pois trata da finalidade de cada homem no planeta e de como faz a sua passagem nesta vida.

A quantidade exuberante de respostas aflige qualquer um que pense neste assunto e pode confundir ou até levar à desistência.

A minha argumentação não tem como objetivo provar a veracidade de uma só teoria mas sim mostrar um ponto de vista: o meu ponto de vista.

Começo por contar uma história de um catecismo holandês, que fala sobre uns frades que evangelizavam a população e falavam sobre Jesus de Nazaré.

Então, o rei dessa terra quis saber quem eram esses homens, e sobre o que falavam, pois sentia curiosidade.

Assim que se reuniu com os frades perguntou-lhes qual era o sentido da vida. De súbito, entra um pequeno pássaro pela janela fugindo da tempestade e começa a esvoaçar pela sala dando cinco voltas ao rei e perdendo-se novamente na tempestade.

E aí o frade responde ao rei: - “Majestade o homem é o pássaro e a sala aquecida a tempestade. Viemos da tempestade, da obscuridade sem saber de onde viemos nem para onde vamos. Não sabemos nem de onde viemos nem para onde vamos.”

E assim começa o catecismo holandês e começo eu a defesa dos meus argumentos, tentando explicar que o cristianismo é uma resposta ao propósito do homem no mundo.

O cristianismo não é uma religião, no sentido das religiões comuns, também não é uma filosofia, não é uma doutrina em que se explique de forma racional o grande porquê da vida.

O homem vive aterrado pela realidade, tenta ser, tenta viver o real, o verdadeiro, o que não perece, o que não muda, o autêntico. Por isso, é que na Bíblia o mar simboliza a morte, porque é móvel e sinuoso, o contrário do que o homem quer. O tempo leva a morte e é isso que o homem não consegue suportar.

Mas porque vive o ser humano nesta escravidão de uma busca inalcançável de sentido e felicidade?

Porque é que o homem não se satisfaz com o tipo de felicidade estipulada pela sociedade: o trabalho, festas, carro, mulher e filhos?

Os avanços da ciência não respondem a esta pergunta. Quanto mais o homem sabe mais perplexo fica e pergunta-se: Quem sou eu? Há sempre um momento em que precisa de se interrogar, e pensar, se desaparece na morte, a sua vida não terá sentido, tudo será um absurdo. Consequência disto é que se vive uma vida de conveniência numa sociedade de consumo de valores quase nulos ou supérfluos.

Afinal qual é a verdade? A verdade é que morres! O homem está escravizado porque não quer morrer, porque teme o fim da sua existência.

Por isso, a resposta do Cristianismo é uma boa notícia: Um Homem rompe o cerco da morte, vence-a e deixa um sinal visível ao mundo, que é a garantia da ressurreição, o amor na dimensão da cruz, a salvação para o homem acontece quando as barreiras do seu coração são destruídas.

Esta perspetiva permite viver em plenitude, sabendo que o que vive aqui já é eternidade.

No entanto, o ser humano tem este problema: procurar viver sob o princípio de prazer e esse tem de ser imediato. O tempo é escasso, não conseguimos esperar pela chegada da eternidade, a toda a hora surgem problemas e dificuldades, mas também sonhos e aspirações que queremos alcançar a todo o custo, pois a resposta para a derradeira pergunta aparenta estar sempre no final de cada nova concretização.

Posto isto, a vida avança, mas em cada um de nós continua a existir este vazio, a desesperança de que a nossa vida acaba e não atingimos o sentido nem a felicidade.

Ainda para mais a humanidade vive em constante angústia desacreditada da veracidade desta premissa que lhe é apresentada pelo cristianismo. Pois como se pode pedir a um homem que salte num abismo do qual não conhece o fundo?

Acreditamos naquilo que vemos, confiamos naquilo que é palpável.

A partir deste testemunho dos cristãos, existiram milhões de pessoas que escutaram esta notícia e mudaram as suas vidas encarando-as escatologicamente. Deixaram de viver a mesquinhez dos seus problemas quotidianos para elevarem a razão do seu viver a um nível que vai para além da própria vida, tornando-se mártires, missionários itinerantes por todo o mundo, porque entregando a sua vida dão sentido à vida dos outros – e à sua.

Mateus Roque Mendes

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Como evoluiu a comunicação ao longo do tempo?

Vídeo 1

Vídeo 2

Vídeo 3

Vídeo 4

"A Khan Academy é uma organização educacional sem fins lucrativos criada em 2008 pelo norte-americano Salman Khan. Sua missão é oferecer educação de alto nível para qualquer pessoa em qualquer lugar, por meio de vídeo-aulas e plataforma de exercícios online. Todo conteúdo é aberto e gratuito. A Fundação Lemann – em parceria com o Instituto Natura, Instituto Península, o Ismart e a Fundação Telefônica – trouxe a Khan Academy para o Brasil, traduzindo para os vídeos e levando a ferramenta de exercícios para escolas públicas. Atualmente há mais de 600 aulas em português – de Matemática, Biologia, Química e Física – disponíveis neste site e outros 400 vídeos serão publicados até o final de 2013. Até o início de 2014, a plataforma de exercícios de matemática também estará disponível gratuitamente na internet."

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Erin Brockovich: a original

Erin Brockovich: a original

Erin Brockovich nasceu em 22 de junho de 1960, na cidade de Lawrence (Kansas) no centro-oeste dos Estados Unidos. Ex-miss Pacific Coast, Erin ganhou notoriedade pela sua preciosa contribuição no processo contra a poderosa companhia americana de gás e eletricidade, a PG&E, em 1993. Um importante detalhe é que Erin não tinha nenhuma formação em Direito na época. Atualmente, ela é a presidente da firma de consultoria Brockovich Research & Consulting. Ela também trabalha como consultora na Girardi & Keese, Weitz & Luxenberg e na Shine Lawyers. A também ativista ambiental já apresentou os programas Challenge America with Erin Brockovich e Final Justice na televisão americana.

Fonte: http://clubedofilmeleleo.blogspot.pt/2011/09/erin-brockovich-e-sua-cinebiografia.html

Erin Brockovich: um pretexto para analisar e discutir problemas ambientais

Erin Brockovich

Ficha técnica:

Título Original: Erin Brockovich
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 145 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2000
Estúdio: Jersey Films
Distribuição: Universal Pictures / Columbia TriStar Pictures
Direção: Steven Soderbergh
Roteiro: Susannah Grant
Produção: Danny DeVito, Michael Shamberg e Stacey Sher
Direção de Fotografia: Edward Lachman
Desenho de Produção: Philip Messina
Direção de Arte: Christa Munro
Figurino: Jeffrey Kurland
Edição: Anne V. Coates

* Oscar de Melhor Atriz (Julia Roberts)
* Globo de Ouro de Melhor Atriz – Drama (Julia Roberts)
* Academia Britânica – Prêmio de Melhor Atriz (Julia Roberts)

RESUMO

"O filme, do realizador Steven Soderberg, “Erin Brockovich”, datado de 2000 é baseado num caso verídico de uma ação nos EUA. Este filme retrata não só um problema de Direito como de Ambiente, aqui é retratado nomeadamente as dificuldade probatórias que podem surgir em casos ambientais, e ainda, numa ampla escala como a poluição pode atingir a vida e integridade física do ser humano.

A empresa PGE – Pacific Gas & Electric (responsável pela produção de petróleo para gás natural) – através de químicos usados na sua actividade (crómio hexavalente), disseminados no lençol freático, contaminou a água da pequena cidade Hinkley (cidade e empresa do caso verídico). Na localidade os moradores, em larga escala, mostravam sintomas de padecimento, tendo sido diagnosticadas doenças cancerígenas, falhas de órgãos vitais e bebés com defeitos à nascença. Foi alegado que estas consequências advinham da água que a população bebia.

Os riscos ao ambiente e à saúde da população criados pela PGE eram concretos e iminentes.

Releva-se que a poluição dos Lençóis Freáticos é dos tipos de poluição mais nocivas, tendo em conta que põe em causa o acesso a água potável.

O lençol freático é um depósito de água subterrânea. A água do lençol ainda que contaminada, pode não comprometer a qualidade da água potável, se o lençol se encontrar a grande profundidade, o solo servirá como um filtro, impedindo a contaminação. Logo, analisando o caso à luz do ordenamento nacional e europeu - art.66/2 CRP e art.3º a) da Lei de Bases do Ambiente,bem como a diretiva 2000/EC/53 (que explicita as substâncias proibidas do qual o cromium hexavalente faz parte) - facilmente este efeito pode ser evitado havendo um monitoramento das água e conhecimento da profundidade das mesmas nos locais onde estão instaladas fábricas que pressupõe na sua actividade a utilização de susbtâncias de risco e ainda se necessário, ordenar às empresas a instalação de filtros biológicos.

A dificuldade probatória, nos casos de exposição a substâncias químicas prende-se essencialmente com a comprovação da relação causa/efeito do produto tóxico específico com a hipotética fonte, visto que por mais perigosas que sejam as substâncias, os efeitos produzidos no organismo humano dependem sempre do tempo e do grau de exposição.

A ausência na proteção de um bem natural, terá sempre consequências no globo e na vida do Homem, estas podem-se manifestar direta ou indiretamente. No caso em apreço, e no tipo de poluição concreta do caso, ultrapassaram mais que meros incómodos, colocou famílias em risco, condenando à morte adultos e crianças submetidos à contaminação.

O caso terminou com uma indemnização de cerca de 333 milhões de dólares aos moradores."

Fonte: http://pegadas-ecologicas.blogspot.pt/2012/05/caso-pge-retrado-no-filme-erin.html

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Peddy paper no Museu Etnográfico de Faro

A propósito dos temas: "Identidade regional" e "Cultura", a turma de Área de Integração (Pmec/Peac 1) e  a turma do Prec 2, na disciplina de Psicologia e Sociologia 2 visitaram  Museu Etnográfico, fizeram um peddy paper e recolheram informações para realizar, posteriormente, um trabalho de pesquisa em grupo.
Para saber mais informações sobre os locais a visitar, podem clicar AQUI e aceder aos sites dos museus de Faro.
Fotografia do Museu Etnográfico de Faro.


























quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Dilemas morais para debater no Dia Mundial da Filosofia



1. O dilema de Sharon
«Sharon e Jill eram as melhores amigas. Um dia foram às compras juntas. Jill experimentou uma camisola e então, para surpresa de Sharon, saiu do armazém com a camisola debaixo do casaco. Pouco depois, um segurança da loja parou Sharon e pediu-lhe o nome da rapariga que tinha acabado de sair. Ele disse ao dono da loja que tinha visto as duas raparigas juntas e que tinha a certeza que a que saiu tinha roubado. O dono disse a Sharon que iria ter problemas sérios, se não lhe dissesse o nome da amiga.»
O que Sharon deve fazer? Deve dizer o nome? Porquê?
BEYER, Barry, K. "Conducting moral discussions in the classroom", in Social Education,
April 1976, pp.194-202.
 
2. O dilema de Helga
Helga e Raquel cresceram juntas. Eram as melhores amigas apesar do facto da família de Helga ser cristã e a de Raquel judia. Durante muitos anos, a diferença religiosa não parecia constituir problema na Alemanha, mas depois de Hitler tomar o poder, a situação mudou.
Hitler exigiu que os judeus usassem braçadeiras com a estrela de David. Começou a encorajar os seus seguidores a destruir os bens dos judeus e a bater-lhes nas ruas. Por último, começou a prendê-los e a deportá-los.
Circularam rumores de que os judeus estavam a ser mortos. Esconder judeus procurados pela Gestapo (a polícia de Hitler) era crime sério e violação da lei do governo alemão.
Uma noite, Helga ouve bater à porta. Quando abriu, viu Raquel nos degraus, envolvida num casaco escuro. Rapidamente Raquel saltou para dentro. Ela tinha tido um encontro, e quando regressou a casa encontrou elementos da Gestapo à volta de sua casa. Os pais e irmãos já tinham sido levados. Sabendo do seu destino se a Gestapo a apanhasse, Raquel correu para casa da sua velha amiga.
Se fosse convosco, o que fariam? Porquê?
 
1º- Mandavam Raquel embora (o que significava entregá-la à Gestapo e, consequentemente, condená-la à morte, dado que sabia que os judeus caídos nas mãos da Gestapo eram mortos);
2º- Escondiam Raquel (o que significava pôr em risco a sua segurança bem como a da sua família dado que esconder judeus era considerado crime).